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Dia do Senhor 01 – Salmo 16 [Pregação]

Dia do Senhor 01 – Salmo 16 [Pregação]
O SENHOR é refúgio, na vida e na morte para aqueles que nEle confiam

Amados irmãos em Cristo Jesus,
Agora que o período de festas passou, logo a engrenagem da sociedade funcionará a pleno vapor. Por todos os lados, homens e mulheres trabalharão com afinco a fim de que possam ter os recursos necessários para realizarem seus desejos e satisfazerem suas cobiças. Logo todos os esforços serão empreendidos na busca daquilo que as pessoas no mundo consideram ser o fim principal de suas vidas dessas, isto é, a sua própria felicidade.

À luz disso, não é difícil entender porque a falsa pregação, que promete que Deus satisfará todas as nossas vontades, que Ele nos dará aquilo que achamos que nos fará felizes, atrai tantas pessoas.

Do alto dos seus púlpitos os falsos pregadores anunciam: “Venham para nossa igreja, aqui Deus lhe dará tudo que você precisa para ser feliz.”

No entanto, aqueles que buscam a felicidade de tal forma, seja no mundo ou em tais igrejas, descobrirão que antes que possam tê-la em suas mãos, sua própria vida chegará ao fim. Descobrirão então, que o consolo que buscaram na vida era falso, e que não possuem nenhum consolo para a morte.

Esse quadro faz um vívido contraste com o que confessamos no Dia do Senhor 1. Neste dia do Senhor, confessamos que Cristo é o nosso único consolo na vida e na morte. Que Ele é o nosso Salvador e Senhor. E esta confissão não só para o começo do ano, mas para a vida inteira.

Essa confissão tem seu fundamento na Palavra de Deus. Por exemplo, no Salmo 16, que conforme lemos em seu título, e também conforme o testemunho do Novo Testamento, foi escrito por Davi.

Aqui, Davi de uma forma muito pessoal descreve seu relacionamento com Deus. Ele diz que sua confiança está em Deus, que o SENHOR é o Seu refúgio e que por isso, ele tem comunhão no presente e esperança para o futuro.

Por isso, nessa noite voltaremos nossa atenção ao ensino do Dia do Senhor 1, ouvindo a Palavra do Senhor no Salmo 16, sob o seguinte tema: O SENHOR é refúgio, na vida e na morte para aqueles que nEle confiam. Dividiremos o Salmo em 3 partes:

  1. Confiança em Deus – O SENHOR é meu refúgio (vv.1-4).
  2. Comunhão com Deus – O SENHOR é meu consolo na vida (vv.5-8).
  3. Esperança em Deus – O SENHOR é meu consolo na morte (vv.9-11).
1. Confiança em Deus – O SENHOR é o meu refúgio (vv.1-4).

Davi inicia este Salmo (v.1), rogando a Deus para que lhe “guarde”, isto é, o proteja, o vigie. Não sabemos a ocasião em que este Salmo foi escrito, e se há uma situação específica por trás desse pedido, mas o tom aqui é de continuação, ele diz: “em ti me refugio”, com a ideia não só de que Deus lhe fosse um refúgio no presente, mas que Ele havia sido também no passado.

Davi está não só rogando para que Deus continue lhe protegendo, mas também está confessando que Deus vinha sendo para ele um refúgio, um abrigo. Isto é, assim como pássaros filhotes encontram abrigo debaixo das asas de sua mãe, Davi encontrava abrigo em Deus. É como se dissesse, estou sob a proteção e os cuidados de Deus. Minha vida depende dEle, por isso, minha confiança está nEle.

Do versículo 2 ao 4, existem certas dificuldades relacionadas com a tradução desses versículos.

Por isso, tem sido sugerido que os (vv.2-4), se desenvolvem da seguinte forma: o v.2 seria a falsa profissão de fé de um adorador de ídolos, o v.3 seria uma referência aos ídolos, e o v.4 seria o castigo destinado a esses que fazem uma falsa profissão de fé no SENHOR, mas cuja confiança e prazer está nos ídolos.

Mas é uma leitura mais natural do texto, ver estas palavras como sendo palavras do próprio Davi. Então o que temos aqui é: no v.2 Davi confessa sua confiança e prazer em Deus, no v. 3 ele confessa sua associação com o povo de Deus, e no v. 4, ele nega sua associação com os ídolos e seu culto.

No v.2, Davi se dirige a Deus, chamando-o por Seu nome. “Digo ao SENHOR”, isto é: “Digo a Yahweh”. Mas a seguir, Davi diz que Yahweh é seu Senhor, seu dono, seu mestre. Com isso, mostra que Deus é seu refúgio, que ele está sob os cuidados de Deus, porque Deus tem com Ele um relacionamento.

Este relacionamento, é a aliança de Deus com Seu povo, aliança na qual Davi estava incluído. E dentro dessa aliança, dentro desse relacionamento, Davi reconhece que o Deus da aliança é seu Senhor, o dono de sua vida.

Além disso, Davi também confessa algo sobre o lugar de Deus em sua vida: “outro bem não possuo, se não a ti somente”, ou seja, Deus não era para Davi o maior dos bens, ou o meio para alcançar outros bens, mas o único bem. Para Davi, sem Deus não existia bem algum. Em uma linguagem um pouco mais clara, o que Davi está dizendo é: “minha felicidade está toda em Deus”.

A seguir, lemos nos vv.3,4, sobre os “santos” e “notáveis”. Isto é referência ao povo de Deus. Então Davi está dizendo, uma vez que minha felicidade está em Deus, que eu confio nEle e me refugio nEle, quanto aos homens, meu prazer está naqueles que como eu, confiam e amam a Deus. Eu não me associo com os idólatras e ímpios que desprezam a Deus.

Por isso, no v. 4, Davi faz um contraste entre o que acabou de dizer sobre sua confiança e felicidade em Deus, com os pesares daqueles que em vez de confiarem e terem em Deus toda sua felicidade, confiam e buscam em outros deuses tal felicidade. Quem busca a Deus, encontrará felicidade, quem busca felicidade em outros deuses encontrará “muitas penas”, ou seja, suas aflições lhe serão multiplicadas.

Por isso, Davi diz que não tem nenhuma associação com tais deuses (v.4). Primeiro ele diz: “não oferecerei as suas libações de sangue”, isto inclui ofertas e sacrifícios aos ídolos com o objetivo de reconciliá-los e buscar seus favores. Em seguida, Davi diz: “e os meus lábios não pronunciarão o seu nome”. A ideia é que o nome dos deuses eram como palavras com poder mágico. Invocar seus nomes, era acionar esses poderes a seu favor. Aqui é importante notar que Davi se preocupou inclusive em não se referir a eles como “deuses”. No texto hebraico literalmente ele disse: “trocam o SENHOR por outros”. Não há a palavra “deuses”, ainda que seja uma referência a eles.

Amados irmãos, nos versículos 1-4, encontramos então, aquilo que deve ser a confissão de todo verdadeiro crente: “Minha confiança está em Deus, Deus é meu refúgio, Deus é o dono da minha vida, em Deus está toda a minha felicidade, tudo na minha vida só tem significado à luz do meu relacionamento com Deus.”

Mas como tal relacionamento se tornou possível para nós?

Antes nós éramos inimigos de Deus, não participávamos da aliança dEle com Seu povo. Nossa confiança não estava nEle, não podíamos dizer “toda minha felicidade está em ti”. Confiávamos nos ídolos que estavam em nosso coração, a estes ídolos servíamos, neles buscávamos felicidade. E por isso, nós merecíamos “aflições multiplicadas”, merecíamos a punição eterna. Mas Deus em Sua graça nos deu Seu Filho. E em Cristo fomos salvos de todos os nossos pecados, para que deixássemos não só os ídolos de barro, mas os ídolos que se escondem no coração.

Em Cristo, Deus tornou-se o nosso refúgio, é dEle que dependemos, é nEle que esperamos. Em Cristo estamos sob os cuidados de Deus, de tal forma que “sem a vontade de nosso Pai celestial, nem um fio de cabelo pode cair de nossa cabeça”.

E qual a consequência disso? É que agora podemos dizer “O Senhor é meu dono, não busca felicidade em mais nada e mais ninguém, em Deus se encontra toda minha felicidade.”

Pense sobre isso: esta semana você volta ao seu trabalhou, ou aos seus estudos. Talvez comece a colocar em prática seu planejamento para 2017. Mas aqui está uma pergunta importante: Em seus planos e em sua diligência seja no trabalho ou nos estudos você pode dizer: em Deus está toda minha felicidade?

Irmãos é natural que no começo do ano façamos planos, mas devemos tomar muito cuidado, porque nossos planos podem se tornar nossos ídolos.

Podemos ser tentados a trocar o Senhor por outros, a correr atrás daquilo que julgamos que nos fará felizes. Podemos ser tentados a nos refugiarmos em castelos de areia – refúgios inúteis no dia da aflição.

Então devemos nos perguntar constantemente: em quem está minha confiança? Em quem está toda minha felicidade? O que estou buscando com meus planos? Ao planejar estou reconhecendo o senhorio de Deus sobre minha vida?

Amados, se o Senhor não for nosso refúgio, se toda a nossa felicidade não estiver nEle, tudo que nos aguarda são aflições multiplicadas. Cuidemos de nossos corações, pois fora do SENHOR não há abrigo seguro há, e nem verdadeira felicidade.

Então devemos orar: “Guarda-nos Senhor, guarda nossos corações para que não te troquemos por nenhum outro, mas seja o Senhor nosso refúgio e felicidade, e amemos estar associados ao teu povo.”

2. Comunhão com Deus – O SENHOR é meu consolo na vida (vv.5-8).

Nesses versículos Davi descreve em linguagem poética, o que significava a comunhão com Deus para ele. Aqui ele faz um contraste com o que disse sobre o resultado de trocar o SENHOR por outros – “Muitas serão as penas”. Mas e para quem confia no SENHOR, o que lhes espera? Estes versículos nos dão a resposta.

Nos vv.5,6, encontramos os termos: porção, herança, cálice, sorte e divisas. Esses termos refletem a divisão da terra nos tempos de Josué. Naquele tempo foi lançada sorte e cada família recebeu uma porção da herança do SENHOR. No entanto, sabemos que os levitas não receberam uma porção de terra específica, mas lhes foi dito que o SENHOR era a sua herança (Nm 18.20).

Agora Davi está dizendo o mesmo a seu respeito. Lendo 1 Sm 26.19, descobrimos que os inimigos de Davi o haviam expulsado dizendo que ele não tinha parte na herança do SENHOR, e o encorajado a servir outros deuses. Mas aqui Davi confessa: “O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice”.

A herança é algo que se recebe e se mantém por toda vida. É como se Davi dissesse: Vocês me expulsaram da terra, mas não podem me afastar do SENHOR.

A porção da herança era designada por lançar sorte. Davi diz “tu és o arrimo da minha sorte”, ou seja, “tu és o sustentador (aquele que garante) a minha sorte”. Uma vez que é Deus que sustenta sua sorte, qual o resultado? O v. 6 nos diz. É como se disse, quando minha herança foi medida, por ser Deus o sustentador da minha sorte, me caiu por sorte um lugar delicioso, um lugar agradável. Essa minha herança é linda, é formosa.

Ele também menciona o cálice, no qual temos a ideia de abundância e de saciedade. É como se dissesse: “Eu me satisfaço em Deus”. Então ao falar da herança agradável e linda, e sobre o cálice, Davi está dizendo, eu tenho a Deus como minha riqueza, como a fonte de todo bem, e estou plenamente satisfeito em Deus.

A seguir, no v.7, Davi louva ao SENHOR pelas bençãos que ele recebe desta comunhão que tem com o SENHOR.

A primeira dessas bênçãos é esta “o SENHOR me aconselha” (v.7). Neste relacionamento de comunhão com Deus, Deus se tornou o Conselheiro de Davi. Como isso acontecia? Davi diz: “pois até durante a noite o meu coração me ensina”. “Coração” é literalmente “rins”. Assim como usamos coração para falar da sede de nossos sentimentos, os judeus usavam “os rins”. Então o que ele está dizendo é, até quando medito durante a noite, minha consciência me ensina. Davi não nos diz aqui, mas pelo que lemos no restante do livro de Salmos, podemos concluir que é um meditar na Palavra de Deus. Por meio de meditar sobre a Palavra de Deus e seus caminhos, ele recebia conselho do SENHOR.

A segunda bênção de sua comunhão com o SENHOR é esta (ler v.8). Davi está dizendo Deus está sempre comigo, Ele nunca me abandona, e com Ele ao meu lado eu nunca serei abalado. Com Ele ao meu lado nunca serei separado dEle. Notem que a ideia do v.1, de Deus como refúgio retorna aqui. Davi se sente plenamente seguro. Ele poderia dizer: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Amados irmãos, talvez sua casa seja simples e você ao ver a casa dos ricos na TV e nas revistas fique triste. Talvez de dentro do ônibus você veja carros de luxo passarem. Talvez quando você fica doente tem de enfrentar filas enormes e esperar meses para fazer um exame, enquanto outros são atendidos no Real Hospital Português. E pode ser que você terá de viver com simplicidade até o final de sua vida.

Mas amados, por causa de Cristo Jesus, temos sido tão abençoados como Davi. O Senhor Deus, deu-se a si mesmo a nós. Em Cristo recebemos a maior das riquezas, o maior dos tesouros, a melhor das heranças: fomos reconciliados com Deus, todos nossos pecados foram perdoados, fomos libertos do domínio do diabo, fomos levantados da morte para a vida, temos comunhão com Deus. O SENHOR é nossa herança, a melhor das heranças, a mais doce, a mais bela.

Os ímpios podem ter ao seu lado o dinheiro, e com ele muitos bens, podem ter médicos, advogados, políticos e juízes, mas por causa de Cristo Jesus, Deus se tornou seu Conselheiro e Seu Protetor.

Se você está em Cristo, então pode ter certeza: Deus nunca me abandonará. E porque sempre Ele estará presente, você nunca será abalado.

Então irmãos, será que vivemos à luz dessas verdades preciosas? Irmãos e irmãs vocês estão satisfeito com Deus? Ele é para vocês um cálice transbordante? Ele é para vocês uma herança doce e linda? Vocês tem ouvidos sensíveis aos Seus conselhos? Vocês possuem a segurança de que Ele é vosso Protetor?

Há muitos que dizem: minha grande alegria é meu time de futebol, outros dirão minha grande alegria é pular o carnaval, e ir no Show do cantor fulano de tal, outros dirão meu prazer é a bebida, os amigos, ou as mulheres. Mas se alguém lhe pergunta o que você dirá? Amados do Senhor, se tendes a Cristo, não podeis dizer outra coisa, se não: A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Em Deus está o meu consolo na vida.

Agora este consolo não é só para a vida. Isso nos leva ao nosso próximo ponto.

3. Esperança em Deus – O SENHOR é meu consolo na morte (vv.9-11).

Inicialmente devemos notar que a partir do versículo 9, os verbos estão no futuro. E também que Davi usa termos bem pessoais, termos diferentes mas que falam de Davi por inteiro: “meu coração”, “meu espírito”, “meu corpo”, “minha alma” “teu Santo”.

Nesses versículos se vê que Davi estava ciente de que por causa dos laços de comunhão com Deus, por causa da aliança na qual estava incluído, nem mesmo a morte poderia separá-lo de Deus.

Por isso, Davi se alegra e exulta em Deus (v.9). Aqui devemos reunir o que lemos no final do v.8 com o que encontramos no final do v.9. Davi confessa que Deus está à sua direita e ele não será abalado, e agora completa dizendo que até seu corpo repousará seguro.

Este pensamento se amplia no v. 10. Este versículo chama logo nossa atenção porque como vimos nas leituras iniciais, ele é mencionado no Novo Testamento em referência à ressurreição de Cristo.

Mas antes de observar essa questão devemos nos perguntar se este texto tem relação com Davi. Sabemos que ele está falando profeticamente sobre a ressurreição do Messias, do Cristo, mas também falava de si mesmo? Sim, primeiro essas palavras se aplicam a Davi. Mas como, uma vez que Pedro e Paulo ao falarem sobre esse texto dizem que Davi morreu e experimentou a corrupção?

Devemos observar que Davi confessa que Deus não deixará sua alma na morte, literalmente no Sheol (o lugar dos mortos). Então diz “e não permitirás que o teu Santo veja a corrupção”.

O termo traduzido por “corrupção”, é no texto hebraico literalmente “cova”, no entanto os estudiosos dizem tratar-se de um termo que é derivado do termo “corromper”. O “Santo” ou o “Piedoso” a quem Davi se refere é em primeiro lugar ele mesmo, em seguida seus descendentes, os reis da linhagem de Davi, e finalmente o Messias que haveria de vir.

Mas como essas palavras se aplicam a Davi?

Duas respostas são oferecidas: a primeira que isso se aplica a Davi no sentido que ele foi guardado de uma morte prematura. O SENHOR o guardou e não permitiu que prematuramente ele visse a corrupção. Lembremos das palavras do v.1.

A segunda resposta, é que apesar de Davi ter morrido e seu corpo ter experimentado a corrupção, ele não ficará na morte, a morte e a corrupção, não podem detê-lo para sempre, porque ele haverá de ressuscitar no dia final. Creio que esta segunda explicação se encaixa melhor com o contexto.

Mas como disse, aqui também Davi está falando profeticamente sobre um de seus descendentes. O Messias que haveria de vir, haveria de ressuscitar. É isso que aprendemos com Pedro em sua pregação no dia de Pentecostes e também com Paulo quando pregou em Antioquia. O que eles dizem é que Jesus ressuscitou, e uma vez que Davi profetizou sobre a ressurreição do Messias, Jesus é o Messias, Ele é o Cristo.

Então as palavras de Davi no v.10, ganham pleno cumprimento na ressurreição de Cristo. Ele morreu, mas a morte não o pôde deter, mesmo seu corpo esteve seguro, O Santo de Deus, o Messias, não viu a corrupção.

Davi profetizou sobre aquele que haveria de vencer a morte, vitória da qual Davi também haverá de participar. Então porque Cristo venceu a morte, a ressurreição de Davi está garantida. Então aqui Davi não só profetiza a ressurreição do Messias, mas confessa que ele mesmo haveria de ressuscitar.

Davi sabia que a morte não podia lhe separar da comunhão com Deus. Ele sabia que mesmo quando morresse, estaria seguro, e que não ficaria preso para sempre à morte e à corrupção, mas que um dia seu corpo ressurgirá incorruptível. Então aqui Davi está confessando, Deus é meu consolo também na morte e eu não ficarei para sempre preso a corrupção do sepulcro.

No v.11, Davi nos fala da vida futura. Podemos notar, que ele usa aqui, temas que já mencionou neste Salmo: vida, alegria, presença, prazer.

Ele está falando de sua comunhão com Deus, mas aqui fala de comunhão continuada. Ele se refere aos “caminhos da vida”, isto é, aqueles caminhos que conduzem à verdadeira vida. O verbo “me farás ver” significa “fazer experimentar”. Davi sabe que Deus o fará experimentar, deleitar-se nessa vida verdadeira, que é a vida eterna.

Ele também diz: “na tua presença há plenitude de alegria”. No hebraico temos “alegrias” no plural. A palavra “plenitude” envolve a ideia de abundância que satisfaz. Então Davi está falando de que na presença de Deus há não somente muitas alegrias, mas alegrias que satisfazem.

Ele conclui dizendo: “na tua destra, delícias perpetuamente”. Ele está falando das bênçãos que aguardam os que creem. Da mão direita de Deus nos serão concedidas delícias, isto é, aquilo que é doce, que amável, que é belo e agradável. E até quando essas delícias serão concedidas por Deus? “Perpetuamente”, ou seja, por toda a eternidade.

Amados irmãos, aqui apreendemos que Deus não é só um consolo para o presente, não só temos comunhão com Ele agora, mas temos uma esperança para o futuro. Deus é nosso refúgio e consolo na morte, e o será por toda a eternidade.

Porque isso nos é prometido no evangelho? Porque Cristo ressuscitou dentre os mortos para a plenitude da vida, e se estamos unidos a Ele, nos tornamos participantes dessa mesma plenitude.

Amados irmãos, que consolo maravilhoso. Deus é nosso refúgio. Se confiamos nEle, temos comunhão com Ele, e Ele é nosso refúgio na vida. Mas também temos esperança nEle, porque Ele é nosso refúgio na morte.

Então em Cristo, temos uma segurança eterna. Deus é nosso refúgio agora, e se amanhã tivermos de morrer, Ele continuará sendo nosso refúgio. E e temos essa promessa: nosso corpo não ficará preso para sempre às cordas da morte e da corrupção, por causa do Santo de Deus que venceu a morte, nós também haveremos de ressuscitar.

E na vida por vir, conheceremos a verdadeira vida, desfrutaremos na presença de Deus de alegrias que nos satisfarão, receberemos por toda a eternidade, da mão direita de Deus, bênçãos deliciosas.

Amados o que nos aguarda é satisfação naquilo que Deus é (sua presença), naquilo que Ele dá (delícias de sua destra). Então vivamos com alegria, com gratidão. Nada dos sofrimentos presentes pode se comparar ao que nos espera, nada das alegrias que o mundo oferece se compara as alegrias da presença de Deus, nenhum prazer no pecado se compara às delícias da destra de Deus.

Você tem essa esperança? Você anseia por esse dia? Se você confia em Deus, se em Cristo, Deus é Seu refúgio, então esteja certo, esse dia chegará.

Até lá nos cabe confiar em Deus, viver em comunhão com Deus e manter acesa a nossa esperança em Deus enquanto confessamos: Cristo é o meu único consolo na vida e na morte.

Amém!

Local e data

Sermão pregado à Igreja Reformada em Paulista no culto vespertino do dia 1 de janeiro de 2017.

Ficha Técnica

Conteúdo e voz: Elienai B. Batista.
Edição de áudio: Abner F. B. Batista.

Dúvidas

Caso você tenha alguma dúvida sobre a pregação, pode usar o nosso grupo no Facebook para fazer sua pergunta. Porém, só responderei quando me for possível. Para isso, clique aqui e peça acesso ao grupo, escreva sua pergunta e link meu nome dentro do grupo. Quando puder responderei.

Dia do SenhorTextoTítuloDuraçãoTamanhoData
DS 01Sl 16O SENHOR é refúgio, na vida e na morte para aqueles que nEle confiam00:54:2237,6 MB25/09/2017
DS 021 Jo 1.5-10O conhecimento de nossos pecados00:29:4527,5 MB02/10/2017
DS 03Sl 51.1-6Um pecador arrependido confessa seus pecados e a origem de sua misériaEm breve!
DS 04Sl 5.4-7A Justiça e a Misericórdia de Deus00:28:2726,3 MB09/10/2017
DS 05Sl 130Ao SENHOR pertence o perdão e a redençãoEm breve!
DS 061 Co 1.30,31O que nosso Mediador, que é homem justo e Deus verdadeiro, é para nósEm breve!
DS 071 Co 1.18-25Aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregaçãoEm breve!
DS 082 Co 13.13As Bênçãos do Deus Triúno00:35:1220,4 MB21/10/2017
DS 09Sl 33.1-9O Deus Criador do céu e da terra, deve ser louvado e temidoEm breve!
DS 10Sl 33.10-22O Deus Criador é também ProvedorEm breve!
DS 11-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 121 Pe 2.9,10Como Cristãos Temos Privilégios e ResponsabilidadesEm breve!
DS 131 Co 6.19,20O Senhorio de CristoEm breve!
DS 14Hb 2.10-13O Senhor Jesus Cristo Identificou-se Conosco para ser o Autor na nossa salvaçãoEm breve!
DS 15Hb 2.14-18A Obra de Cristo a Nosso FavorEm breve!
DS 16Jo 5.24Em Cristo, passamos da morte para a vidaEm breve!
DS 17-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 18At 1.1-11Cristo Subiu ao CéuEm breve!
DS 192 Tm 4.1Quando o Senhor Jesus Cristo voltar, Ele julgará os vivos e os mortosEm breve!
DS 20-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 21At 2.42-47Uma Igreja cheia do Espírito SantoEm breve!
DS 22-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 23Rm 5.1-5Os Frutos da Justificação Pela FéEm breve!
DS 24-----Não preguei neste dia do Senhor----------
DS 25-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 26-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 27At 22.12-16Sinal e Realidade no BatismoEm breve!
DS 281 Co 11.23-26A Instituição da Ceia do SenhorEm breve!
DS 29-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 30Hb 1.1-4A Presença de Cristo na Santa CeiaEm breve!
DS 31Jo 20.19-23As Chaves do ReinoEm breve!
DS 32-----Não preguei neste dia do Senhor [férias]---------------
DS 33-----Não preguei neste dia do Senhor [férias]---------------
DS 34-----Não preguei neste dia do Senhor [férias]---------------
DS 35-----Não preguei neste dia do Senhor [férias]---------------
DS 36Êx 20.7Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão00:42:3819,8 MB07/09/2017
DS 37Dt 10.20Só pelo SENHOR jurarásEm breve!
DS 38-----Não preguei neste dia do Senhor---------------
DS 39Êx 20.12Honra teu pai e tua mãe [Quinto Mandamento]01:00:4735,1 MB28/09/2017
DS 40Mt 5.21,22Não matarás [Sexto Mandamento00:37:4226,2 MB21/09/2017
DS 41Mt 5.27-30Não Adulterarás [Sétimo Mandamento]00:46:0731,904/10/2017
DS 42Ef 4.28Não Furtarás [Oitavo Mandamento]00:51:5324,0 MB10/10/2017
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Pr. Elienai B. Batista

Elienai B. Batista

Verbi Dei Minister

Ministro da Palavra e dos Sacramentos atualmente trabalhando em um projeto missionário ligado ao Centro de Literatura Reformada (CLIRE), e na plantação de uma Igreja Reformada em Paulista – PE.

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