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Tito 1.7 [Pregação]

Tito 1.7 [Pregação]

Amada Igreja do Senhor Jesus Cristo,

Nos últimos domingos temos voltado nossa atenção aos versículos iniciais da Epístola de Paulo a Tito. E o fizemos não só buscando compreender o significado do texto, mas também suas implicações para nós.

Já sabemos que Tito estava na ilha de Creta quando recebeu esta epístola. E que estava ali, como um representante de Paulo, para concluir o trabalho de plantação das igrejas em Creta. Pelo que se observa na epístola, o trabalho de Tito estava sofrendo certa oposição, e havia falsos mestres naquelas igrejas que tentavam ter a primazia entre os irmãos.

Por isso, uma das primeiras coisas que Tito deveria fazer, a fim de colocar em ordem as coisas restantes, era constituir presbíteros em cada cidade. A partir dai, observamos que a igreja precisa não só de pregação fiel, mas também de supervisão pastoral, que deve ser realizada pelos presbíteros da igreja. Uma igreja para crescer de forma bíblica e saudável, precisa de presbíteros. Mas fica claro que só podem servir como presbíteros na igreja, homens que preencham certos requisitos. Devem ser homens qualificados.

Essas qualificações são resumidas no v. 6, com a palavra “irrepreensível”. Mas quanto a isso, qual é a primeira coisa que devemos observar? A resposta que a Escritura nos oferece é esta: o casamento e o governo do lar.

As qualificações começam no lar, mas não se restringem ao lar. No v. 7 temos mais um conjunto de termos que nos mostram que qualificações são requeridas de um homem que deseja servir como presbítero.

No v.7, lemos: “Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus”. Mais uma vez o termo “irrepreensível” aparece. É o mesmo termo grego usado no v. 6, e se refere a um homem sobre quem não pesam acusações.

Notem que o apóstolo está falando das qualificações necessárias a um presbítero (v. 5), mas aqui no v. 7, ele usa o termo “bispo”. Assim se evidencia que na Escritura não há distinção entre “presbíteros” e “bispos”, são termos diferentes para o mesmo ofício. Enquanto o termo “presbítero” destaca a maturidade, deste homem, o termo “bispo” descreve seu trabalho.

O termo “bispo” significa “supervisor”. Portanto, o trabalho do presbítero é a supervisão pastoral das ovelhas de Cristo. Isto significa que os presbíteros devem vigiar, manter sua visão sobre as ovelhas.

É por isso, que falando aos presbíteros da igreja em Éfeso, o apóstolo Paulo disse o seguinte: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.”

Aqui, mais um termo aparece: pastor. Portanto: presbítero, bispo e pastor, são diferentes termos para o mesmo ofício. No modelo bíblico a igreja fica sob a supervisão pastoral, não apenas de um homem, mas de uma pluralidade de pastores. O ministro da Palavra é um presbítero com os demais. O ministro da Palavra é um bispo, mas os demais presbíteros também o são.

Essa supervisão que deve ser realizada pelos presbíteros, está ligada a administração espiritual da igreja. Por isso, o apóstolo diz que o bispo é um “despenseiro de Deus”. A palavra “despenseiro” refere-se ao administrador de uma casa, e poderia ser traduzida como mordomo. Paulo está dizendo: A igreja é a Casa de Deus (1 Tm 3.15), e os bispos são os mordomos encarregados de administrar essa Casa. Os bispos servem a Deus, na administração espiritual da igreja de Deus.

O artigo 16 do Regimento das Igrejas Reformadas do Brasil, resume os deveres dessa administração espiritual da igreja da seguinte forma: “Os deveres dos presbíteros são: supervisionar a igreja de Cristo, junto com os ministros da palavra, para que cada membro se comporte em doutrina e vida conforme o evangelho; cuidar da pregação da Palavra, dos cultos, da administração dos sacramentos, do ensino e do evangelismo, fazer fielmente visitas na congregação; exercer a disciplina cristã para que os sacramentos não sejam profanados; zelar, como mordomos da casa de Deus, para que tudo seja feito com decência e boa ordem; auxiliar os ministros da palavra com bons conselhos e supervisioná-los em doutrina e vida.”

Em resumo: os presbíteros supervisionam os membros da igreja e o ministro da Palavra. Fica claro que os ministros da palavra não estão acima dos presbíteros. Eles governam a igreja com os presbíteros, e estão sob a supervisão dos presbíteros.

Diante de tais responsabilidades, diz o apóstolo, é indispensável que o bispo seja irrepreensível. Portanto, uma igreja que é descuidada na escolha de oficiais, introduzindo no ofício, homens que não são irrepreensíveis, está por assim dizer, dando um tiro em seu pé. Está prejudicando a si mesma. Homens desqualificados não serão bons despenseiros de Deus.

Por isso, como uma igreja em processo de plantação, nós devemos ser muito cuidadodosos. Devemos orar a Deus rogando por sabedoria para não cometermos dois erros muito comuns: 1) O erro de permitir que homens desqualificados se tornem oficiais da igreja; 2) O erro de pensemos que alguém para ser um oficial na igreja precisa ser um homem perfeito.

O termo irrepreensível, não quer dizer que os oficiais devem ser homens perfeitos, mas que devem ser homens que tratam as coisas, que não deixam coisas pendentes que os tornarão dignos de repreensão. Devemos orar e procurar por homens que sejam livres de acusação ou censura, em relação às qualificações aqui apresentadas.

Pelo menos em algum grau devemos ver essas qualificações na vida daqueles que podem ser indicados aos ofícios. Um homem para se tornar um bispo, ou um diácono na igreja, deve ser irrepreensível. Mas isso não quer dizer que os demais homens da igreja estão livres dessa qualificação. Na verdade, todos os membros da igreja devem ser irrepreensíveis. Por isso, em Colossenses 1.22, falando sobre a obra de Cristo a nosso favor, a Escritura nos diz: “agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”.

Portanto, irmãos amados. Vivamos de forma irrepreensível. É muito triste quando um vizinho, uma parente, uma pessoa de outra igreja que não recebe a instrução que vocês tem recebido, precisa repreender um de nós porque estamos vivendo de forma contrária à pregação que ouvimos. Se queremos uma igreja madura, fiel, que dá bom testemunho da graça de Deus nessa cidade sejamos irrepreensíveis. Há motivos em sua vida que o tornam repreensível? Então trate dessas questões o quanto antes, pois isso prejudica não somente a você, e sua família, mas a toda a comunhão dos santos.

Além do mais, não só os presbíteros são supervisores da igreja, mas em certo sentido todos nós somos supervisores. Somos responsáveis por cuidar uns dos outros. Em Hebreus 12.14,15, o Espírito Santo nos diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados.

Onde lemos “atentando diligentemente”, temos no grego o verbo relacionado ao substantivo “bispo, supervisor”, isto é, um verbo que pode ser traduzido por “supervisar, inspecionar, vigiar, preocupar-se com, cuidar”. Aqui em Hebreus isso é colocado como a responsabilidade de todos nós.

Portanto, todos nós somos chamados a vivermos de forma irrepreensível, mas se alguém é faltoso, se alguém se separa da graça de Deus, se alguma raiz de amargura brota em nosso meio, todos devemos estar atentos, todos devemos vigiar e cuidar.

Agora, voltemos nossa atenção ao restante do v. 7. Havendo dito que o bispo como despenseiro deve ser irrepreensível, Paulo define o que ele quer dizer com irrepreensível com uma série de 5 elementos negativos e 7 elementos positivos. Nesta noite, nos atentaremos aos elementos negativos (v.7).

Nossa pergunta no momento é a seguinte: O que um bispo não deve ser? O que desqualifica um homem para os ofícios na igreja?

E apesar de apenas dois desses elementos negativos serem apresentados na lista de qualificações para o diaconato em 1 Timóteo 3.8-13, devemos ter em mente que aquela lista não é exaustiva, e que o que lemos aqui se aplica também aos diáconos. Não verdade, como já temos observado, essa lista de elementos negativos, deve estar fora da vida de todo homem que serve a Cristo.

Em primeiro lugar aprendemos que o bispo NÃO deve ser “arrogante”.
O termo utilizado por paulo, literalmente se refere a alguém “que agrada a si mesmo”, “que se compraz em si mesmo”, daí a ideia de “teimoso”, “obstinado”, ou “arrogante”.

Portanto, trata-se daquela arrogância que nos leva a insistir em nossas posições. A arrogância que gera a obstinação. O pano de fundo é o amor-próprio.

O homem que insiste de forma arrogante e obstinada em sua própria vontade (caminho, proposta, solução, opinião), um homem que se deixa dominar por seus próprios interesses, desconsiderando os outros, não pode ser um oficial na igreja de Cristo. Os presbíteros são chamados a servirem como despenseiros de Deus, para a edificação da igreja e a glória de Deus, não para agradarem a si mesmos.

Portanto, presbíteros e diáconos não são chamados a buscar seus próprios interesses, mas o interesse do Senhor da Igreja. Quando um homem assume um ofício, não o assume para implementar suas ideias, ou seu próprio modelo. Ele assume para servir a Cristo, para buscar o interesse de Cristo.

Que evidências indicam arrogância na vida de um homem? Homens arrogantes têm grande dificuldade em aceitar as coisas, quando elas não acontecem como eles querem. No casamento, dificilmente aceitarão um bom conselho de sua esposa. Homens arrogantes têm dificuldade em trabalhar em equipe e mesmo quando erram, não querem admitir, têm dificuldade em pedir perdão. Em relação à vida da igreja, geralmente são cheios de críticas, ao governo da igreja e ao trabalho dos oficiais.

Se você vê tais evidências na vida de um homem, é possível que ele seja arrogante, e como tal, está desqualificado para os ofícios.

Amados irmãos, precisamos de homens humildes, que coloquem a verdade, a justiça, a glória de Deus, o bem do próximo, acima de suas preferências e interesses.

Isso indica o tipo de pastoreio que vocês devem esperar e desejar. Pastores que imitam a Cristo, não estão buscando seus interesses e querendo fazer prevalecer suas próprias ideias. Mas querem submeter seus pensamentos, seu trabalho e tudo que fazem a Cristo e à Sua Palavra.

Em segundo lugar aprendemos que o bispo NÃO deve ser “irascível”.
Irascível é alguém “bravo”, “propenso à raiva” ou a “irritação”. Um homem irascível é um homem dado a explosões de ira, um homem que se irrita com facilidade. O que pode ser demonstrado por palavras, gestos, ou simplesmente pelo semblante. Pode ser uma consequência da arrogância.

Imaginem um homem assim, tendo de lidar com situações pastorais difíceis. Se ele se irrita e explode em ira, pode dizer o que não deveria, ou agir de forma a demostrar sua irritação. Uma atitude assim, dificultaria o pastoreio, criando problemas de ordem pessoal. Além disso, um homem irascível, servindo como presbítero pode querer agir de maneira autoritativa, impondo as coisas e não conduzindo por meio do exemplo e da instrução.

Como identificar um homem irascível? Um homem irascível, irrita-se facilmente com a esposa e filhos. Em jogos e brincadeiras, não domina seu espírito, nas disputas em torno de um tema, costuma falar alto e mostrar-se irritadiço com grande facilidade. Um homem assim, não deve servir como oficial na igreja de Cristo.

Amados irmãos, precisamos de homens mansos e pacientes, que não se irritem com facilidade. Homens que serão moderados e sábios ao enfrentarem situações de conflito.

Em terceiro lugar aprendemos que o bispo NÃO deve ser “dado ao vinho”.
O termo usado pelo apóstolo literalmente significa “permanecer no vinho”. Descreve alguém que se demora no vinho. Esse termo por si mesmo não proíbe que se tome vinho. Na verdade, na Escritura não há em parte alguma esse tipo de proibição.

Pelo contrário, por exemplo em Gênesis 14.18, se lê que Melquisedeque o rei e sacerdote do Deus Altíssimo, quando foi ao encontro de Abraão, levou pão e vinho. Nos livros de Levítico e Números se lê sobre a libação de vinho, o derramar de vinho, que era oferecido como oferta ao Senhor. Em Deuteronômio 14.26, lemos sobre comprar vinho e bebida forte, para comer e beber perante o Senhor.

No Salmo 104.14,15, a Escritura falando sobre a Providência de Deus, nos diz o que Deus concede ao homem: “Fazes crescer a relva para os animais e as plantas, para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão, o vinho, que alegra o coração do homem, o azeite, que lhe dá brilho ao rosto, e o alimento, que lhe sustém as forças.

Talvez ao ouvir essas citações da Escritura alguém pudesse alegar que nesses casos, a Escritura não se refere ao vinho que embriaga, mas a vinho não fermentado, ou seja, suco de uva. No entanto, a mesma palavra hebraica usada nesses textos é usada para referir-se ao vinho que Noé tomou e se embriagou, e ao vinho usado pelas filhas de Ló para embriagar seu pai.

Poderíamos mencionar muitas passagens do Antigo Testamento que apresentam o vinho de forma positiva, como uma bênção de Deus ao homem, e que apresentam a embriagues como pecado.

Se vamos ao Novo Testamento, lemos que Jesus transformou a água em vinho em uma festa de casamento. E lemos que Cristo usou vinho na celebração da Ceia. E mais uma vez, alguém poderia alegar que nesses casos não é vinho fermentado. Mas a palavra usada por Jesus é a mesma usada por Paulo para nos dizer em Efésios 5.18: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. Além disso, lemos que os membros da igreja em Corinto, estavam se embriagando na festa do amor, que estava ligada a celebração da Ceia do Senhor. Seria difícil se embriagar com suco de uva.

Portanto, a Escritura apresenta o vinho, a bebida forte de forma geral como uma das dádivas de Deus aos homens. Mas isso não quer dizer que temos de beber. Isso não quer dizer que alguém contra sua consciência deve beber, não quer dizer que devemos ferir a consciência do próximo neste assunto.

Este assunto faz parte da liberdade cristã. Se alguém não bebe, para o Senhor não bebe, porque o faz com gratidão, e quem bebe, que o faça para o Senhor, com gratidão em seu coração. Ouçam o que diz a Escritura: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”

Mas entendendo isso, precisamos lembrar que a Escritura proíbe que nos demoremos no vinho, ou em qualquer outra bebida forte. O pano de fundo são os efeitos da embriaguez, como a briga e a falta de discernimento. Tais efeitos são incompatíveis com a salvação que temos em Cristo, e com o exercício dos ofícios na igreja.

Em 1 Tm 3.8 encontramos em relação aos diáconos, exige-se que sejam “não inclinados a muito vinho”. O verbo grego traduzido por “inclinado”, significa “se ocupar com” algo ou “se dedicar a” algo. Presbíteros e diáconos não podem ser homens que se demoram ao lado do vinho, que se dedicam de forma indevida à bebida alcoólica. Aqui não se trata só de um homem irresponsável a ponto de chegar a embriaguez, mas do lugar que a bebida ocupa na vida deste homem.

Portanto, a Escritura proíbe não só a embriaguez, mas também que a bebida ocupe um lugar indevido na vida do homem cristão. Isso também é dito às mulheres em Tito 2.3. Se alguém não tem domínio sobre isso, se não consegue usar de forma a glorificar a Deus, então que não ponha se quer uma gota em sua boca.

Como podemos identificar um homem que é “dado ao vinho”. Um homem assim tem dificuldade em participar de festas onde não haja bebidas, quando bebe quer ir até o limite mais próximo a embriaguez, quando bebe fica propenso a dizer ou fazer coisas impróprias. Em alguns casos a bebida o impede de estar nos cultos, e quando vai, não pode ouvir com atenção a Palavra de Deus. Um homem assim, não pode ser um oficial na igreja de Cristo.

Portanto, amados irmãos, precisamos de homens moderados, que caso façam uso da bebida, o façam para a glória de Deus, respeitando a consciência dos demais, com sabedoria, sem deixar que essa dádiva se torne um ídolo em sua vida. Homens que tenham como limite de sua liberdade cristã, o seu amor por seus irmãos e a glória do nome do Senhor.

Em quarto lugar aprendemos que o bispo não deve ser “violento”.
O termo usado pelo apóstolo pode ser traduzido por “briguento”, “agressor” ou “espancador” e está relacionado àquele que usa as mãos ou algum objeto para ferir outra pessoa. Podemos ligar essa violência à irritação.

Com isso, o apóstolo indica que o presbítero é um pacificador não um espancador. Ele não usa a força para resolver problemas. Pode ser que um oficial sofra tal coisa, mas ele nunca deve ser o causador de tal coisa. Na igreja de Cristo a forma de lidarmos com problemas e crises, não é a violência.

No entanto, a Escritura não está dizendo que o homem cristão deve ser frouxo, fraco ou medroso. O que lemos aqui não nos proíbe de defender nossa família, ou proteger nossa própria vida. A violência aqui condenada está ligada à ira.

Como podemos perceber se um homem é violento? Quando ele tem facilidade para entrar em brigas, quando é agressivo com a esposa, quando disciplina os filhos de forma exagerada e desproporcional.

Amados irmãos, precisamos de homens pacíficos, que evitam brigas. Homens que controlem seu ímpeto e força. E que só farão uso da força quando necessário, e não para externar sua ira.

Em quinto lugar aprendemos que o bispo não deve ser “cobiçoso de torpe ganância”.
O termo usado pelo apóstolo, refere-se a alguém “ansioso pelo lucro ilegítimo”, a alguém “ganancioso pelo dinheiro” mesmo que obtido por meios desonestos.

Em 1 Tm 3.3 temos outro termo, que quer dizer “amante da prata”, por consequência amante do dinheiro. Os oficiais da igreja de Cristo, não devem ser homens que amam o dinheiro, e tão pouco homens que obtém lucro desonesto. Quando isso ocorre é porque falta honestidade e integridade.

Nem aqueles que servem no presbiterato, nem os que servem no diaconato, devem ser motivados por um desejo de lucro, fazendo sua vocação como meio de enriquecer-se como faziam os falsos mestres.

Como podemos perceber um homem cobiçoso de torpe ganância? Ele costuma enganar o próximo em pequenos negócios, ele leva coisas do trabalho para casa, procura levar vantagem em tudo, não se incomoda de faltar o culto para ganhar um extra, raramente está nas reuniões de semana por conta de horas extras, está focado em melhorar as condições financeiras da família.

Amados irmãos, precisamos de homens que trabalhem para sustentar sua família, mas que não amem o dinheiro, de homens honestos e íntegros em seus negócios. Homem que não se aproveitam das fraquezas dos outros para levar vantagem.

Olhando para o que um presbítero ou diácono não deve ser, percebemos quão sério são os ofícios na igreja de Cristo. E quão séria é a vida cristã. Pois todos nós somos chamados a NÃO sermos homens arrogantes, irascíveis, dados ao vinho, violentos, ou cobiçosos de torpe ganância.

Como podemos ser homens bíblicos? Devemos olhar para Cristo. Ouçam o que diz o Espírito Santo em 1 Pedro 2.24,25: “… carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.”

Amados irmãos, é um grande desafio ser um homem qualificado conforme o padrão bíblico. Mas a boa notícia é que não estamos desgarrados como ovelhas que não tem pastor, não estamos perdidos e sem direção. Cristo se tornou nosso Pastor e Bispo. Ele cuida de nós, Ele nos pastoreia e supervisiona através do trabalho de supervisão dos presbíteros e através do cuidado, preocupação e amor que encontramos na comunhão dos santos. Então quando um irmão perguntar sobre sua ausência no culto, não despreze isso, é Cristo cuidando de você, quando alguém lhe admoestar fraternalmente não despreze isso, é Cristo pastoreando sua vida. Ele usa a pregação, a supervisão pastoral e a comunhão dos santos, para que todos nós sejamos homens e mulheres mais parecidos com Ele. Mansos e humildes de coração, pacíficos, sóbrios e que não tem o dinheiro como senhor.

Cristo está cuidando de nós. E por isso, mesmo que tenhamos de travar uma grande luta para vermos essas marcas do caráter de Cristo em nossas vidas, é certo que no dia final é exatamente o que seremos. Pois como diz a Escritura em Romanos 8.29: Deus nos predestinou para sermos conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Amém!

Local e data

Sermão pregado à Igreja Reformada em Paulista no culto vespertino do dia 8 de outubro de 2017.

Ficha Técnica

Conteúdo e voz: Elienai B. Batista.
Edição de áudio: Abner F. B. Batista.

Dúvidas

Caso você tenha alguma dúvida sobre a pregação, pode usar o nosso grupo no Facebook para fazer sua pergunta. Porém, só responderei quando me for possível. Para isso, clique aqui e peça acesso ao grupo, escreva sua pergunta e link meu nome dentro do grupo. Quando puder responderei.

TextoLeituraTítuloDuraçãoTamanhoData
Tito 1.1Tito 1.1-4Deus promove a fé dos seus eleitos por meio do ministério da Palavra00:47:4222,2 MB06/09/2017
Tito 1.2-4Tito 1.1-4A Esperança da Vida Eterna00:54:1825,3 MB11/09/2017
Tito 1.5-6Tito 1.5-9Colocando as Coisas em Ordem00:35:0332,5 MB13/10/2017
Tito 1.6Tito 1.1-9O Homem de Deus e o Seu Lar00:44:2130,9 MB16/10/2017
Tito 1.7Tito 1.1-9O que o homem de Deus não deve ser00:56:0751,8 MB17/10/2017
Tito 1.8Tito 1.1-16O que o homem de Deus deve ser20/10/2017
Tito 1.9Tito 1.1-16O homem de Deus e seu apego à palavra fiel
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Pr. Elienai B. Batista

Elienai B. Batista

Verbi Dei Minister

Ministro da Palavra e dos Sacramentos atualmente trabalhando em um projeto missionário ligado ao Centro de Literatura Reformada (CLIRE), e na plantação de uma Igreja Reformada em Paulista – PE.

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