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Tito 1.8 [Pregação]

Tito 1.8 [Pregação]

Amados irmãos Cristo Jesus,

Faz alguns domingos que vocês ouviram a seguinte pergunta: O que é realmente importante para que uma igreja cresça e viva de modo saudável e bíblico?

Observamos que dos versículos 1 ao 9, temos uma resposta que pode ser assim resumida.

Em primeiro lugar, precisamos da fiel pregação do evangelho. Deus utiliza a pregação de Sua Palavra para “promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” v.1. O ministério da Palavra nos torna conhecida a “esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos”. Este é o tesouro que nos foi confiado, o evangelho: prometido, pregado, crido e vivido.

Em segundo lugar, precisamos de fiel supervisão pastoral. Conforme o que lemos aqui, ela deve ser feita por presbíteros qualificados. Os presbíteros, são chamados de bispos por serem supervisores da igreja, e são chamados de pastores por terem a responsabilidade de cuidar das ovelhas de Cristo. Este trabalho de supervisão pastoral dos presbíteros tem o mesmo objetivo do ministério da Palavra: “promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade”, com vistas à vida eterna. É responsabilidade dos presbíteros alimentar, cuidar, corrigir, e proteger as ovelhas de Cristo, usando para isso a Palavra de Deus, como se observa no v.9.

Portanto, a pregação fiel e a supervisão pastoral não estão separadas. A igreja possui este tesouro, o evangelho da graça de Deus, e os presbíteros são os despenseiros de Deus, na administração deste tesouro. Isso quer dizer, não só que os presbíteros devem supervisionar a pregação, para que seja fiel (1.1-4), mas também proteger a igreja do falso ensino (1.10-13), e cuidar para que as ovelhas de Cristo apliquem a Palavra de Deus às suas vidas, de tal forma que vivam piedosamente (Cap. 2 e 3).

Portanto, amados irmãos, ao olhar para essas qualificações aqui apresentadas (1.6-9), não estamos olhando para um conjunto de regras a serem observadas. Não nos aproximamos delas de forma moralista ou curiosa. Mas o fazemos, com nossos olhos ainda no evangelho. Temos esse tesouro: o Evangelho da graça de Deus o qual deve ser pregado, preservado e aplicado. E isso está vinculado ao trabalho dos presbíteros.

É por isso, que o Espírito Santo nos diz que “é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus”. Isso é explicado, como já observamos, em primeiro lugar nos dizendo o que o bispo não deve ser (1.7). Ouvimos sobre isso no último domingo. E a seguir ouviremos sobre o que o bispo deve ser (1.8,9).

Mas é importante que não se perca de vista o que temos aqui, isto é, que há um vínculo entre a supervisão pastoral e o evangelho que deve ser proclamado, preservado e aplicado. Assim sendo, se requer dos despenseiros de tal tesouro, que haja em suas vidas essa evidência de que creram no evangelho, ou seja, os frutos do evangelho. Por isso, apesar desses frutos serem indispensáveis aos presbíteros, na verdade eles devem ser vistos na vida de todos nós. O evangelho muda os relacionamentos, vejam v.6. O Evangelho lança fora, os feitos do velho homem, veja v.7. O evangelho produz frutos, os feitos do novo homem, veja v. 8.

Portanto, ao ouvir sobre este último grupo de qualificações, todos nós devemos fazê-lo com interesse, pois são exatamente frutos como esses que devem ser vistos em nossas vidas, uma vez que temos sido alcançados pela graça de Deus.

Ao olhar para o v. 8, a primeira coisa que devemos notar é a expressão “antes”, ou seja, “ao contrário”, indicando o contraste entre o que os presbíteros não devem ser (v.7), com aquilo que devem ser (v.8). Poderíamos usar uma outra linguagem, extraída de Efésios 4. O v. 7 descreve aquilo que os presbíteros, e todos nós devemos nos despir, pois são feitos do velho homem. E no v. 8, aquilo que os presbíteros e todos nós devemos nos vestir, os feitos do novo homem criado segundo Deus em verdadeira justiça e santidade.

Vejamos então essas qualificações positivas.
Os versículos 8 e 9, podem ser assim divididos: 1) Os frutos do evangelho na vida do presbítero; 2) O apegou do presbítero ao evangelho.

Nesta noite ouviremos sobre: Os frutos do evangelho na vida do bispo.
Isso responde à pergunta: O que o bispo deve ser?

Seis frutos nos são apresentados no v.8. E para fins didáticos eu os agrupei em três grupos, com duas qualificações cada grupo.

Em primeiro lugar aprendemos que o bispo deve possuir frutos de serviço amoroso por seus irmãos. A Escritura nos diz que o bispo deve ser hospitaleiro e amigo do bem (v.8).

O bispo deve ser hospitaleiro.
O termo usado por Paulo se refere “àquele que ama os estranhos”. Pode ser traduzido como “amigo do estranho”. Este termos, originalmente se referia ao cuidado e a hospedagem não de pessoas conhecidas, mas de pessoas desconhecidas.

Para entender o que o apóstolo Paulo diz aqui, precisamos entender o contexto histórico e cultural do Novo Testamento. As estradas eram perigosas e as hospedarias muitas vezes eram um local de imoralidade. Por causa das perseguições aos cristãos, era muito frequente o desemprego, o exílio, e a peregrinação. De modo que havia muitos crentes dispersos (At 8.1; 1Pe 1.1). Assim sendo, era muito importante que houvesse pessoas dispostas a servir na igreja, oferecendo suas casas a irmãos em viagem. Os presbíteros deveriam ser um exemplo quanto a isso.

Outra questão importante ligada à questão da hospitalidade é que as igrejas locais se reuniam nas casas dos membros, muitas vezes na casa de um dos presbíteros. Por isso, os presbíteros deveriam ser hospitaleiros.

Mas a hospitalidade não é algo exclusivo dos presbíteros. Em 1 Tm 5.10, ao falar das viúvas que podiam ser inscritas entre as que recebiam ajuda, o apóstolo menciona que elas deveriam ser mulheres que haviam “exercitado hospitalidade lavado os pés aos santos socorrido a atribulados”.

E em 1 Pe 4.9, falando sobre o serviço que devemos prestar uns aos outros, o apóstolo Pedro nos diz: “Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração”.

Ainda ligado a esta questão vem outra qualificação.

O bispo deve ser amigo do bem.
O termo usado por Paulo, também pode ser traduzido por “amante do que é bom”. O que isso quer dizer? É uma expressão que tem aplicações bem amplas. Uma vez que se refere a amar o que é bom, pode se referir a pessoas, palavras, obras ou coisas. Mas ao que parece o termo está ligado à hospitalidade. Portanto, “amigo do bem” quer dizer que o presbítero deve ser um homem disposto a fazer aquilo que é bom para os demais.

Mais uma vez, isso não é só requerido dos presbíteros da igreja. Em Gálatas 6.10, lemos o seguinte: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.”

Portanto irmãos, aqui estão estes frutos do evangelho. Frutos que evidenciam o senhorio de Cristo em nossas vidas, a saber essa disposição amorosa em servirmos uns aos outros. Isso implica em sermos hospitaleiros e devotados a benevolência uns para com os outros.

É importante notar que essas qualificações contrastam com o fato que o presbítero não deve ser “cobiçoso de torpe ganância”.

Observem que esta era uma característica dos falsos mestres, vejam o v.11: “É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância.”

Portanto, em vez de tirar vantagem dos que precisam, o bispo é um homem que usa daquilo que possui para servir a quem tem necessidade. Ao contrário dos falsos mestres, os bispos devem ser hospitaleiros e amigos do bem. E deve ser assim, porque essas qualificações são frutos do evangelho.

Ao falar sobre nossa resposta de gratidão, pela salvação graciosa que temos recebido, em Romanos 12.13, o apóstolo diz: “compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade”.

Portanto, a prática da hospitalidade é um fruto de gratidão de Deus. Um fruto que nos ajuda a desenvolver uma atitude de desprendimento com respeito ao que possuímos. Desta forma nossa disposição para a hospitalidade ou não, acaba por revelar o que está em nosso coração. Revela onde está o nosso tesouro. E se somos avarentos. E lembremos que em 1Tm 3.3, se proíbe que o presbítero seja avarento.

A prática da hospitalidade nos oferece uma oportunidade de fazer o bem, por isso, está vinculada a expressão “amigo do bem”. Através da hospitalidade podemos demonstrar bondade e generosidade, sem expectativas de recompensa. É uma maneira de expressarmos nosso amor uns pelos outros de forma tangível.

Compartilhamos as coisas que consideramos mais importantes (família, lar, recursos financeiros, tempo, privacidade – compartilhamos nossa vida). É uma forma de nos aproximamos e permitimos que os outros se aproximem. A hospitalidade favorece a comunhão que temos em Cristo. Uma família que pratica a hospitalidade deixa seu legado na vida dos membros da igreja. Certa vez eu li sobre um homem chamado James que exercia a hospitalidade, quando ele precisou mudar para outra cidade, após o culto o pastor pediu que todos que havia desfrutado da hospitalidade dessa família se colocassem de pé. E basicamente toda a igreja (uma igreja grande), se colocaram de pé.

Portanto, se requer dos presbíteros sejam hospitaleiros e amigos do bem. Como podemos identificar homens assim?

Essa disposição de serviço amoroso pode ser percebida aqui em nossa comunhão após o culto. Homens que possuem tais frutos em suas vidas procurarão cumprimentando a todos, inclusive os visitantes (estranhos). Procurarão servir os visitantes: conversando, levando ao lanche. Além disso, sempre que tiverem condições haverão de trazer algo como uma demonstração de benevolência, gentileza e carinho para com os demais irmãos. Terá alegria em compartilhar das bênçãos que o Senhor lhe tem dado, mesmo quando isso não for solicitado. Terá alegria em preparar coisas boas para seus irmãos.

Na comunhão dos santos, oferecerá seu lar a pessoas que moram mais longe, ajudará pessoas que tem dificuldades para ir ao culto (transporte), abrirá seu lar sempre que a igreja precisar para estudos e outras reuniões; ou para hospedar pregadores visitantes).

Além disso, estará disposto a oferecer seu tempo, seu companheirismo; sua casa e seu serviço aos irmãos.

Portanto, amados irmãos. Aqui está este fruto do evangelho que deve ser visto em nossa comunhão: hospitalidade e benevolência. Isso não é algo que produzimos automaticamente. Devemos buscar desenvolver esses frutos em nossas vidas. Devemos servir de forma intencional. Não só os bispos, não só os homens. Mas todos nós. Na verdade é muito difícil que um homem possa ser hospitaleiros, sem que sua esposa também o seja.

Então responda para si mesmo:
Meu lar está aberto à comunhão dos santos e ao serviço a Deus? Estou intencionalmente procura os “estranhos” para servi-los? Se um dia eu tiver de mudar de cidade, e os irmãos se despedirem de mim, e ficassem de pé todos aqueles a quem demonstrei hospitalidade e benevolência, quantos se levantariam? Cristo está sendo glorificado através de meu serviço amoroso aos santos?

Oremos irmãos, para que tenhamos não só as postas de nossas casas abertas para servirmos uns aos outros, mas igualmente nosso coração esteja aberto para servir.

Em segundo lugar aprendemos que o bispo deve possuir frutos da sobriedade e da moderação. A Escritura nos diz que o bispo deve ser sóbrio e ter domínio de si mesmo (v.8).

O bispo deve ser sóbrio (v.8).
O termo usado pelo apóstolo Paulo literalmente significa de “de mente sã”. Indica alguém controlado, equilibrado. Alguém que está no controle de sua mente. Alguém que não se deixa dominar por impulsos repentinos sobre os quais não exerce controle.

Às vezes esse termo é traduzido por sensato, prudente, moderado, equilibrado. O contrário seria um homem desequilibrado, insensato. Um homem sem autodomínio que age intempestivamente sem sabedoria ou moderação.

Um homem sóbrio, será cuidadoso ao falar, e procurará falar com sabedoria, de forma sensata e prudente.

O bispo deve ter domínio próprio (v.8).
O termo se refere a alguém que “que exerce autocontrole”, “continente”.

Esse termo é usado para descrever aquele que é capaz de dominar as inclinações e os impulsos pecaminosos de si mesmo. Portanto, o bispo não pode ser alguém tão frágil que precise ser controlado por outras pessoas, ou que seja dominado por vícios, ou outras coisas.

Enquanto o termo “sóbrio” tem relação com pensar de forma moderada e sensata, a expressão “que tenha domínio de si mesmo” se refere à moderação no uso que faz das coisas. Para que tenha, autocontrole, o homem precisa ser de mente sã.

Portanto, se requer dos presbíteros sejam sóbrios e tenham domínio de si mesmos. Como podemos identificar homens assim?

Essa sobriedade no pensar pode ser percebida, por exemplo, na forma como ele admoesta outras pessoas. As palavras e as ações de um homem assim ponderadas, e não impetuosas.

Homem que tem domínio de si mesmos são capazes de dominar seus impulsos pecaminosos, como por exemplo: ira, violência, linguagem, comida, bebida, jogos, e questões de moralidade sexual. Em resumo, devemos reconhecer que as palavras e as atitudes de um homem tem muito a dizer sobre seu domínio próprio.

Os homens que buscamos para servirem como presbíteros ou diáconos, devem ser homens disciplinados na mente e portanto no comportamento. Homens que agem e falam com moderação e equilíbrio. Homens cujas palavras e atitudes revelam domínio próprio.

Mas não pensem que estes frutos só são requeridos dos bispos.

Todos nós somos chamados a sermos sóbrios. Por exemplo, aqui mesmo em Tito, o mesmo termo grego aparece mais duas vezes, onde é traduzido por sensato. No cap. 2.2, falando aos homens mais velhos o apóstolo diz: “Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância.”

Em em 2.5, ao falar sobre o que as mulheres mais velhas devem ensinar às mais novas, o apóstolo diz que devem ensinar: “a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.”

Portanto, todos devemos ter uma mente sã. Todos devemos pensar de forma sensata, moderada.

A respeito da outra qualificação “que tenha domínio de si”, ela aparece em Gálatas 5.23, na lista que apresenta os diferentes aspectos do fruto do Espírito: “domínio próprio”. E em 2 Pe 1.6, também é associado a outras virtudes. Portanto, todos nós somos chamados a não nos deixar ser controlados por nada, mas a termos domínio próprio.

Quanto a isso, você pode responder a si mesmo: Existe alguma área de minha vida que está fora de controle? Existe em meu coração um ídolo que me domina e que é importante demais para mim? Como por exemplo: comida ou bebida; computador e dispositivos móveis; redes sociais; determinado esporte; estudos ou livros; aparência (beleza, academia); jogos (videogames ou jogos de azar) filmes e séries; questões ligadas à sexualidade; trabalho; ociosidade?

A sua vida é caracterizada por desorganização e desequilíbrio? Seus pensamentos são disciplinados e descentes?

Em terceiro lugar aprendemos que o bispo deve correto em seu relacionamento com os homens e com Deus (v.8).

O bispo deve ser justo (v.8).
Justo” refere-se a alguém justo em seu procedimento para com os outros, alguém que procura dar a cada um o que lhe é devido.

Como podemos identificar um homem justo em seus relacionamentos com as pessoas? Um homem justo é alguém que trata as outras pessoas com o devido respeito, o que se reflete na sua forma de falar e agir. É alguém que não é precipitado nos seus julgamentos. Portanto, podemos nos perguntar: como ele trata as pessoas? Ele procura ser cuidadoso?

O homem que buscamos é um homem que dá a cada um, aquilo que lhe é devido: respeito, honra, consideração, amor, etc. Alguém que desenvolve relacionamentos justos.

O bispo deve ser piedoso (v.8).
O termo “piedoso” se refere a alguém “religiosamente direito, santo”. Enquanto o termo “justo” fala do relacionamento correto com o próximo, esse termo refere-se a alguém que tem um relacionamento correto com Deus.

Como podemos identificar um homem piedoso? Em primeiro lugar devemos ter certeza que é um homem salvo pela graça de Deus revelada em Cristo Jesus. Sem Cristo, o homem não pode ter um relacionamento correto com Deus. Depois podemos nos perguntar se este homem cultiva uma vida de oração, de leitura das Escrituras. Ele procura aplicar a Palavra de Deus à sua vida? Ele procura crescer no conhecimento da verdade? Tem alegria em Deus e em cultuar. O dia do Senhor lhe é deleitoso ou lhe parece um fardo? Ele inspira nos demais um modelo de como viver para Deus?

Em resumo, o homem que buscamos é um homem devoto a Deus, um homem que procura agradar a Deus.

Assim irmãos, concluímos as seis qualificações que apontam para o fruto do evangelho na vida daqueles que podem servir como bispos, despenseiros na casa de Deus. Frutos que dizem respeito ao seu serviço amoroso e benevolente, à sua sensatez e autocontrole, e seu relacionamento com o próximo e com Deus.

Portanto amados irmãos, assim vemos o quão séria é esta questão da escolha de oficiais. Temos visto a importância do trabalho dos presbíteros para o crescimento da igreja em maturidade e serviço. Mas se uma igreja se torna desleixada quanto as qualificações na hora de escolher seus oficiais, pode ter um efeito reverso. Dificilmente uma igreja será mais madura que seus oficiais.

Por isso, eu espero que vocês se lembrem disso, todas as vezes que indicarem nomes e forem eleger irmãos para os ofícios. Não devemos exigir nem mais, nem menos do que a Escritura requer.

Se aqui houvesse presbíteros eu diria, amados irmãos presbíteros, mas como não há, a Palavra de Deus diz ao próprio ministro que vos fala. Você deve sentir o peso do que se requer aqui. Deus lhe fez despenseiro em Sua Casa, e como despenseiro: arrogância, ira, o uso imoderado de bebida, violência e ganância devem estar bem longe de sua vida. E em lugar disso, você deve estar pronto para servir, ser amigo do que bem, ter mente sadia, ter relacionamento correto com os homens e com Deus, e ter domínio próprio.

Ouvindo, o ensino sobre as qualificações, preciso admitir que não é uma questão de esforço, mas uma questão da graça. Por mim mesmo, eu nunca poderia produzir frutos assim, e se tais frutos puderem ser vistos em mim, isso se deve à graça de Deus revelada em Cristo Jesus. Portanto, amados irmãos vocês devem orar por aqueles que exercem a supervisão pastoral sobre vocês, para que a graça de Deus esteja continuamente sobre suas vidas para que eles sejam exemplos para todo rebanho, para que suas vidas glorifiquem a Deus.

Mas o que ouvimos aqui não se aplica somente a mim, e àqueles que podem ser escolhidos para o ofício de diácono e presbítero nesta congregação. Mas como já observado, a todos a todos os homens, e na verdade a todos nós. O que se lê aqui, são evidências da graça de Deus na vida de homens salvos em Cristo Jesus. É este o padrão de maturidade que todos os homens desta igreja deveriam evidenciar. Portanto, é o padrão que todos devemos desejar alcançar.

Mais uma vez é muito fácil encontrar o que falta nos outros. Mas usando este padrão do que Cristo diz ser um homem maduro. Quantos de nós podem dizer: estou vendo esses frutos em minha vida? Essas qualificações são então um chamado para cada homem desta igreja, buscar a graça de Cristo e os meios que Ele dá, para se tornar um homem maduro.

Amados irmãos, Cristo nos resgatou não para sermos meninos insconstantes. Mas homens segundo a estatura de Cristo. Portanto, devemos como igreja desejar homens assim não só nos ofícios, mas em cada casa, onde cada homem deve ser o pastor, o bispo de sua própria família.

Portanto, amados irmãos, lutemos todos para crescer, para sermos homens, mulheres, jovens e crianças nos quais os frutos da graça de Deus possar ser vistos. Oremos sempre por nossos presbíteros e lutemos sempre para que os homens que ocupam esse ofício, bem como o ofício diaconal, tenham as qualificações requeridas na Palavra de Deus. Confiemos no Cabeça da Igreja, e certamente cresceremos em maturidade e serviço.

Cristo, o homem perfeito. Em quem todos esses frutos podem ser vistos, é a garantia que podemos viver de acordo com o evangelho. Que podemso frutificar assim para a glória de Deus.

Esses frutos precisam ser vistos em nossas vidas enquanto a fiel pregação do evangelho é proclamada domingo após domingo neste bairro. Então cumpramos cabalmente nossa responsabilidade como homens e mulheres de Deus. Cultivemos tais frutos para Cristo seja glorificado em nosso meio e o reino dEle avance.

Parte extemporânea.

Oração

Amém!

Local e data

Sermão pregado à Igreja Reformada em Paulista no culto vespertino do dia 8 de outubro de 2017.

Ficha Técnica

Conteúdo e voz: Elienai B. Batista.
Edição de áudio: Abner F. B. Batista.

Dúvidas

Caso você tenha alguma dúvida sobre a pregação, pode usar o nosso grupo no Facebook para fazer sua pergunta. Porém, só responderei quando me for possível. Para isso, clique aqui e peça acesso ao grupo, escreva sua pergunta e link meu nome dentro do grupo. Quando puder responderei.

TextoLeituraTítuloDuraçãoTamanhoData
Tito 1.1Tito 1.1-4Deus promove a fé dos seus eleitos por meio do ministério da Palavra00:47:4222,2 MB06/09/2017
Tito 1.2-4Tito 1.1-4A Esperança da Vida Eterna00:54:1825,3 MB11/09/2017
Tito 1.5-6Tito 1.5-9Colocando as Coisas em Ordem00:35:0332,5 MB13/10/2017
Tito 1.6Tito 1.1-9O Homem de Deus e o Seu Lar00:44:2130,9 MB16/10/2017
Tito 1.7Tito 1.1-9O que o homem de Deus não deve ser00:56:0751,8 MB17/10/2017
Tito 1.8Tito 1.1-16O que o homem de Deus deve ser20/10/2017
Tito 1.9Tito 1.1-16O homem de Deus e seu apego à palavra fiel
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Pr. Elienai B. Batista

Elienai B. Batista

Verbi Dei Minister

Ministro da Palavra e dos Sacramentos atualmente trabalhando em um projeto missionário ligado ao Centro de Literatura Reformada (CLIRE), e na plantação de uma Igreja Reformada em Paulista – PE.

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